Estamos a viver uma era de grandes
mudanças, acontecimentos marcantes e muitas incertezas. Em uma visão mais
simplista podemos dizer que Angola está a tomar pequenos passos para se firmar
como um país credível aos olhos da sociedade e do mundo.
O país é grande e com muitos desafios a serem
enfrentados. Para vencer estes desafios, as decisões tomadas devem ter em conta
a realidade, a rigorosidade na sua execução, devem ser justas sem a influência de
quaisquer fatores que podem pôr em causa a sua credibilidade, bem como, devem
ser percebidas não apenas a nível político-económico, mas também a nível
social.
Sou de opinião que a construção de uma
nação credível não se baseia apenas na informação final que damos à quem é
direcionado, mas também, na forma como se transmite, a rigorosidade deve estar
presente. Para isso o Estado deve fiscalizar e avaliar toda e qualquer fonte de
informação que tem expressão a nível nacional, em particular o INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA (INE). Como uma
entidade que tem como objetivos principais dinamizar, coordenar, recolher,
tratar e difundir a informação estatística oficial nacional, que visa ajudar
nas necessidades de informação para qualquer cidadão e outras entidades, deve
apresentar os seus conteúdos de forma mais enriquecedora possível.
Foco-me principalmente nas publicações de
alguns relatórios partilhados pelo INE, onde percebe-se a falta de
esclarecimento nas informações disponibilizadas. Defendo que se torna importante
olhar não apenas nos resultados estatísticos sobre os principais indicadores
económicos como o PIB, o Desemprego entre outros, mas também frisar em termos
contextual e socioeconómico as razões que estão na base desses resultados
apresentados.
A título de exemplo, encontra-se um
excerto do relatório sobre o desemprego publicado na página oficial do
Instituto:
Depois deste excerto torna-se impossível
saber as razões que explicam os resultados apresentados, bem como as possíveis
razões que levam à que a taxa de desemprego urbana seja três vezes superior a
taxa de desemprego rural. Reconheço por um lado os desafios que o INE tem
encontrado em apresentar dados mais robustos, e por outro lado apresento a
preocupação da economia nacional ser fortemente influenciada pela economia
informal, o que levanta questões sobre o enviesamento dos resultados ou da
realidade percebida pelos números.
Pelas falhas encontradas não só neste
relatório como em outros que tive a oportunidade de ler, e compreendo a grande
importância do Instituto, sendo uma fonte de criação de conhecimento, deixo
aqui o meu apelo a rigorosidade nos detalhes para que a informação seja mais fiável
e transmita a verdadeira essência do que Angola é e deseja ser num futuro
próximo.
Lendina Fernandes
Academia for Students
Será que é mesmo da responsabilidade do INE, a especificação das razões das taxas por eles publicadas? Se sim, será que devem estar nos tais relatórios por eles publicados? Ou em publicações separadas?
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