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Mensagens

A inflação (The killer)

A inflação é uma das palavras mais bonita da ciência económica. Por de trás desta benignidade se esconde o terror de qualquer economia. A inflação é definida, nos livros de economia, como a subida generalizada dos preços, talvez diria a subida descontrolada dos preços por ser muito difícil de controlar depois de soltar a sua fúria. A inflação é vista o como: - Segundo mal depois da guerra civil que mais tem causado instabilidade social. - Imposto sobre os mais pobres, sendo que quanto maior a inflação maior a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres. Dentro da espécie inflação existe uma totalmente perigosa denominada inflação inercial. Este tipo de inflação é derivada da expectativa que agentes económicos têm sobre a subida dos preços. Para controlar esta inflação é preciso a implementação, por parte do governo, de uma política monetária totalmente fora do padrão. Talvez Angola necessite de uma política fora do padrão, porque foi assim que economias como Alemanh...
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Big Data e Angola: Amigos próximos ou distantes?

Ano de 2018, século XXI realmente não nos podemos cansar de admirar quão longe chegamos e quão admirável tem sido o progresso humano. Tem evoluído tanto até ao ponto de intitularmo-nos de conectados! E nessa loucura de Hiperconexão surge então o novo fenómeno conhecido como Big data associado as bases de dados, o que faz dele um fenómeno não tão novo assim, pois, as bases de dados já existem há décadas. Porém as dimensões que o mesmo tem assumido é que dão uma nova tonalidade ao fenómeno. Para termos uma noção já no ano de 2010 mais de quatro mil milhões de pessoas faziam o uso de telemóveis, o que corresponde a 60% da população mundial, dos quais 12% utilizavam smarthphones , e esse número de utilizadores crescia a uma taxa de 20% ao ano. De acordo as pesquisas do instituto McKinsey ( Manyika et al ., 2011 ) atualmente cerca de 30 milhões de sensores em rede estão presentes nos setores dos transportes, do retalho e no setor industrial. Os avanços proporcionados pelo Big data t...

O Tradeoff entre o Investimento e a Dívida Pública Angolana

O atual quadro político e económico angolano, vem mostrar o quão a economia nacional encontra-se frágil, e traz à tona toda a poeira guardada de baixo do tapete durante 38 anos de governação. Ao olhar para os desafios apresentados, percebe-se os esforços que devem ser feitos afim de alavancar a economia nacional. O novo governo angolano tem criado estratégias que chamam a atenção internacional e da sociedade, de modo a atrair investimento para o país. Será que essas estratégias podem resultar para um país que apresenta uma dívida pública estimada em mais de 70 mil milhões de dólares e que as agências de rating consideram como um default “lixo”? No passado mês de outubro a secretaria de Estado para o Orçamento de Angola, Aia Eza da Silva, aquando da apresentação do Quadro Macroeconómico e os limites das Despesas para a Elaboração do OGE para o ano de 2019, relatou que o governo angolano estimou a dívida pública a volta dos 70 mil milhões de Dólares. Segundo O Banco de Desenvol...

A Razão Económica da Operação Resgate

Nos últimos tempos, Luanda parecia um inferno de comerciantes onde regras não existiam para quem quisesse vender os seus produtos. As pontes pedonais e os seus arredores foram transformados em autênticas praças em que nem as grandes quantidades de lixo e águas estagnadas serviam de impedimento para o comércio. A mistura desses “ingredientes” criava as condições necessárias para o surgimento de muitas doenças para os cidadãos, pois uma boa parte das famílias luandenses ainda usa tais mercados para aquisição dos seus bens e produtos de consumo diário. Para pôr fim a essa triste situação, o Governo Provincial de Luanda em conjunto com o Comando Provincial da Polícia Nacional deu início no passado dia 6 de Novembro a tão famosa e ansiada “Operação Resgate”. De acordo com as autoridades, esta operação tem como objetivos principais o resgate dos valores de boa convivência e cidadania, bem como também a restruturação do mercado informal na capital do país. Apesar de também est...

Construindo uma nova abordagem para a Educação (inputs)

No primeiro artigo, publicado no dia 12/09, foi apresentado uma introdução à frase números nunca mentem, do inglês “numbers never lie” , levantando duas perguntas sobre a educação em Angola. A primeira pergunta, referia-se a forma como é medida a eficiência do investimento na educação em Angola, onde foram introduzidas as abordagens de inputs (valores do OGE destinados para a Educação) e de outputs (indicadores de avaliação da performance dos alunos e do sistema de educação em si). A segunda pergunta referia-se a canalização desse investimento, ou seja, ao facto de estarmos a investir ou não no lugar certo.  Teoricamente, espera-se que a resposta a primeira pergunta ajude a responder a segunda. Entretanto, a primeira pergunta depende da construção das abordagens de input e output. Isto é, para saber se o investimento na educação está a ser canalizado para o lugar certo, é preciso determinar antes o valor ótimo do investimento na educação, "input" , (por valor ótimo...

O Kwanza (The survivor)

Um papel, cortado e carimbado com algumas das principais paisagens do nosso país, torna-se, por conseguinte, o papel mais popular e usado no território angolano. Este é o kwanza (AOA), papel moeda da República de Angola, resultado das reformas monetárias pós-independência e estabelecida como moeda oficial pela Lei da Moeda Nacional, nº 71-A/76 de 11 de Novembro. O kwanza sintetiza o poder de compra da maior parte das famílias angolanas que assistiram a sua deterioração com o início da crise financeira e cambial no segundo semestre de 2014. Por este facto, é de extrema importância que o kwanza ganhe poder, nos anos subsequentes, face as principais divisas transacionadas no mercado internacional. Entretanto, importa referir que, com a valorização do kwanza o poder de compras das famílias Angolanas voltará a se estabilizar tendo com isso a possibilidade de mitigar as sequelas derivadas da crise financeira e cambial. A teoria diz que um sistema financeiro entra em colapso quando a d...

Educar ou formatar

Como começar a falar em transformação, mudança ou revolução sem necessariamente cruzar com o campo da educação? A saúde, a justiça acompanhada da educação geralmente são pilares que permitem que as sociedades funcionem bem, ou seja, permitem em simbiose que as sociedades funcionem mais para bem ou mais para mal.   O termo educação se origina do latim, dos verbos educere e educare cujo sentido literal é “conduzir para fora”. O termo era utilizado no sentido de preparar as pessoas para o mundo e que permitisse as mesmas viverem em sociedade, isto é, conduzi-las para fora de si mesmas mostrando as diferenças que existem no mundo, sendo esta a definição etimológica da mesma. Porém com as existências de tantos “self-made men” dos quais muito poucos receberam uma educação formal, autores como Napolean Hill advogam que a educação muito pouco tem a ver com o conhecimento específico ou genérico adquirido. Que um Homem verdadeiramente educado é aquele que é capaz de desenvolver...