Pouco tempo depois de serem lançados os resultados do
concurso público para educação, o jornal de angola [03 de Outubro de 2018] publica que, neste ano, por
falta de professores, aproximadamente 9.600 alunos do ensino primário ficam
fora do sistema escolar no município do Cuito, província do Bié.
Quando acabei de ler a noticia, pensei logo que a
falta de quadros [qualificados] naquela cidade devia estar na base desse
problema. "Hoje também diria que é por causa da deficitária situação financeira e económica do país, que me parece ser uma assunção razoável". Mas esse problema sempre existiu, por isso a análise não para por
aí. Acredito que há outras questões que precisam de ser respondidas para que se
entenda melhor o problema da escassez de professores não só na cidade do Bié
como em outras cidades do país.
É importante que se dê respostas às questões como “por
que alguns jovens não entram ou entravam no sector da educação?”, “como os jovens respondem ou respondiam aos programas de incentivo (se há) para ingresso no sector?”, “qual é ou era o nível
de abandono do sistema escolar por parte dos professores?” e “por que alguns
deixam ou deixavam de ensinar?”.
Acho importante responder à estas questões porque
penso que ainda que tivermos suficientes quadros qualificados, nem todos
estarão motivados para ensinar, e ainda que contratarmos suficientes quadros
qualificados, alguns possivelmente vão abandonar o sistema de ensino se não
existir incentivos para retê-los.
Quero dizer que é preciso não somente responder à
questão de quantos professores
são precisos numa determinada região, mas é igualmente importante que se
respondam algumas perguntas qualitativas para podermos dar uma melhor resposta
a questão da escassez de professores em várias regiões do país.
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