Ano
de 2018, século XXI realmente não nos podemos cansar de admirar quão longe
chegamos e quão admirável tem sido o progresso humano. Tem evoluído tanto até
ao ponto de intitularmo-nos de conectados!
E
nessa loucura de Hiperconexão surge então o novo fenómeno conhecido como Big data associado as bases de dados, o
que faz dele um fenómeno não tão novo assim, pois, as bases de dados já existem
há décadas. Porém as dimensões que o mesmo tem assumido é que dão uma nova
tonalidade ao fenómeno. Para termos uma noção já no ano de 2010 mais de quatro
mil milhões de pessoas faziam o uso de telemóveis, o que corresponde a 60% da
população mundial, dos quais 12% utilizavam
smarthphones, e esse número de utilizadores crescia a uma taxa de 20% ao
ano. De acordo as pesquisas do instituto McKinsey (Manyika et al., 2011) atualmente cerca de 30 milhões de sensores em rede
estão presentes nos setores dos transportes, do retalho e no setor industrial. Os
avanços proporcionados pelo Big data
têm sido tão expressivos que no futuro podemos não ter apenas, telefones, mas
também casas, fábricas e cidades inteligentes!
Afinal
de contas quem é esse tal Big data
que actualmente é percepcionado como o petróleo da nova era?
O
Big data é percebido como sendo o uso
em grande escala do poder computacional, bem como o uso de softwares tecnológicos avançados, para recolher, processar e
analisar dados caracterizados por um grande volume, velocidade, variedade e
valor (OCED, 2016). Sendo que o mesmo é
composto tanto por dados estruturados assaz como dados não estruturados, os
dados estruturados são aqueles que já receberam algum tipo de tratamento como
por exemplo, os dados financeiros enquanto os dados não estruturados são exatamente
o oposto. Os dados não estruturados são maioritariamente provenientes das redes
sociais, sensores (“internet das coisas”), camaras fotográficas, etc. e
apresentam-se nos mais variados padrões e formatos.
Então
como Angola entra nessa história ou melhor o que Angola tem a ver com o Big data?
Tudo
e nada. Tudo! No sentido de que assim como os outros mil milhões de seres
humanos que habitam esse maravilhoso planeta, os angolanos nunca fizeram o uso
tão intensivo das redes sociais e da internet em geral, o que significa que
estamos também a produzir dados para o Big
data sendo que a maior parte dos dados que o constituem são dados não
estruturados. E nada! Na vertente de que apesar de comparativamente há décadas
os angolanos serem utilizadores mais frequentes da internet e de tecnologias
digitais ainda estamos aquém, o que a meu ver não é tão alarmante, pois, até os
países mais desenvolvidos estão a tentar perceber e encaixar da melhor forma o Big data nas suas sociedades. Pois pelos
seus possíveis usos serem tão recentes não se sabe de forma integral quais são
os impactos que o Big data terá daqui
a 10, 20 anos ou mais.
O
que se sabe de facto é que o Big data
juntamente com outras forças tais como a cibernética, inteligência artificial e
a economia comportamental (Behavioural
economic) (Helbing et.al.,2016) estão inegavelmente a transformar e a
reformular o nosso mundo seja para o bem ou para mal.
As
possibilidades oferecidas pelas ferramentas acima são realmente promissoras e
Angola embora, na minha classificação agora caia como um primo distante do Big data não deve ignorar as
potencialidades oferecidas pelo mesmo. Porém devemos nos certificar que
conseguimos preparar um contexto favorável para o próprio, porque, como tudo na
vida há sempre prós e contras.
Jeroen
van den Hoven sugere que as sociedades deveriam enveredar para uma risk literacy (Helbing et.al.,2016).
Onde as pessoas estão equipadas com competências para controlar a média, em vez
de serem controladas por ela, em que a própria circunda formas informadas de
lidar com áreas relacionadas ao risco, como saúde, dinheiro e tecnologias modernas.
Para mim o sr. Hoven acertou na mosca, porque, vamos precisar de acompanhar o
comboio da digitalização.
Num
futuro próximo Angola terá de pensar em como acomodar uma risk literacy para melhor preparar os seus cidadãos, pois, a
progressiva digitalização do mundo é indubitável e a mesma tende a ser cada vez
mais crescente.
O
caldo inevitavelmente respingará em grande parte para o sistema de educação que
terá de ser reformulado de forma a conceder aos cidadãos novas habilidades que
a educação tradicional já não pode oferecer, por se enquadrarem noutro tipo de exigências.
Ivani Luís
Academia For Students
Excelente abordagem para um tema tão atual quanto este.
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